À parte de opiniões, especulações pessoais e demagogia de café:
O grupo TAP emprega directamente mais de 11000 funcionários, fora os milhares de empregos e centenas de empresas que gravitam em seu redor.
A TAP contribui directamente com mais de 2% para o PIB nacional, contribuindo ainda para o sector do turismo que representa directa e indirectamente 17% do PIB.
A TAP é a maior transportadora nacional contribuindo, em grande escala, para as exportações das empresas nacionais.
Só no ano passado a TAP transportou 17 milhões de pessoas quer para a diáspora, em turismo, quer em negócios ligando Portugal ao mundo, deixando através do HUB biliões de euros na economia.
A TAP, com 115 aviões, tem a frota mais moderna e eficiente do mundo. Cada aeronave custa centenas de milhões de euros o que, sendo um custo agora, é um investimento para o futuro.
A TAP pagou, em indeminizações, aos seus passageiros cerca de 40 milhões de euros anuais, porque a estrutura aeroportuária está completamente obsoleta, o espaço aéreo constantemente bloqueado com exercícios das várias bases aéreas ao redor. E ainda porque a gestora aeroportuária - ANA (detida pela francesa Vinci), se está nas tintas para as estruturas nacionais e para o pais! E isto deveria ser uma preocupação e manifesta imposição do Estado.
O estado não injecta dinheiro na TAP há mais de 20 anos, no entanto, vários organismos do estado injectam dinheiro em companhias estrangeiras como a Ryanair, não suscitando, estranhamente, nenhuma indignação…
Podia continuar… há muito mais para dizer. No entanto, fico-me com as considerações informadas, de quem sabem o que diz como é o caso do Presidente do Millennium BCP convém nãos esquecer as posições das associações de turismo, hoteleiras, as industriais assim como opiniões de vários economistas de renome da nossa praça.
Quando se fala em onerar os contribuintes com apoios do estado está-se muito mal-informado. Não se compreende o que a TAP e outras empresas semelhantes representam para o diminuto tecido empresarial português, nem como contribuem para riqueza nacional. O custo de não se fazer nada, isso sim, seria um prejuízo incalculável para o País. O tecido empresarial português deve ser cuidado e não atacado por boçalidades. Sem empresas não há, garantidamente, empregos, nem criação de riqueza. Num pais com défices estruturais e macroeconómicos tão elevados temos de potenciar e maximizar a criação de riqueza, e de empregos e não cair num discurso que procura a simpatia fácil.
Devemos sim preservar, projectar e realizar uma sociedade equilibrada, onde empresas como a TAP (pela sua dimensão e representatividade social e económica) assim como toda a nossa economia e sociedade num projecto comum para o futuro. Sem pessoas não existe economia e, na mesma medida, a nossa sociedade não existe sem economia. E, tal como na última crise, o que nos salvará será o turismo. Isso implica deslocação de pessoas. Portugal tem ainda uma grande empresa estratégica - a TAP, que é portuguesa, tem cá as suas bases e paga cá os seus impostos. Portanto, contribui para o aumento da riqueza do pais. Por isso, preservar a TAP é também preservar e projectar a retoma e o futuro nacional. Quem não percebe isto, não consegue analisar a economia nacional e vive numa outra qualquer realidade, espera uma simpatia fácil. É desprovido de conhecimento e de análise critica.
Rogerio Silva

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